Boletim informativo Covid/Ufes nº 28
Boletim para análise da situação da covid-19 no Espírito Santo, de 8 a 21 de março de 2022.
Semanas epidemiológicas: 10 e 11/2022
EVOLUÇÃO DOS INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS
Na última quinzena, os indicadores epidemiológicos mantiveram uma queda diária sustentada no número de casos confirmados (Figura 1) e de óbitos (Figura 2), reforçada pelos valores das taxas de transmissão no Espírito Santo, na Grande Vitória e no interior do estado (Figura 3). O percentual do número de leitos de UTI e de enfermaria (Figura 4) destinados a pacientes portadores de covid-19 também demonstra um nível de ocupação baixo, alcançando cerca de 35%. A queda desses indicadores confirma que o aumento no percentual de pessoas vacinadas (Figura 5) com o esquema completo de vacina contra a covid é um fator importante para o controle da pandemia. O Governo do Estado do Espírito Santo restabeleceu, no mapa de risco (Figura 6), a classificação de risco muito baixo, que compreende os seguintes indicadores: microrregiões que alcançarem 80% da população adulta com o esquema vacinal primário (segunda dose ou dose única); 90% da população de 12 a 17 anos vacinada com a primeira dose; e 90% da população idosa apta com a dose de reforço.
RECOMENDAÇÕES DO COE:
1. Avançar para a Fase 4: retorno presencial com controle de risco para o semestre 2022/1; e
2. Vacinação contra a covid-19: 1ª, 2ª e dose de reforço para os adultos. Para as crianças, 1ª e 2ª doses.
1. Número de casos confirmados 2. Número de óbitos
3. Taxa de transmissão (Rt)
4. Taxa de ocupação de leitos de CTI e enfermaria
5. Taxa de vacinação
6. Mapa de gestão de risco do Espírito Santo
Informações adicionais:
. Os gráficos e tabelas têm como fonte a Secretaria de Estado da Saúde (Painel Covid-19 - ES) e o Instituto Jones dos Santos Neves.
. As informações que deram origem à análise e as imagens acima foram acessadas em 21/03/2022.
. O COE, órgão consultivo da Ufes, observa, em suas recomendações, a orientação da OMS (2020) de que as análises dos indicadores sejam feitas com intervalos de duas a três semanas, para se assegurar de que as mudanças foram consistentes ou se ocorreram apenas oscilações temporárias. Nessa análise, focaliza-se especialmente os seguintes indicadores: a) número de casos identificados, b) número de óbitos, c) taxa de transmissão (Rt) e d) número de leitos de CTI e de enfermaria disponíveis para avaliar a capacidade dos serviços de saúde em atender à demanda de pacientes diagnosticados com a doença. Com o aumento progressivo do percentual da população vacinada e com a ampliação das atividades sociais, as variáveis que estão sendo mais evidenciadas são a taxa de transmissão do vírus, o grau de letalidade e a taxa de ocupação de leitos.
. O boletim do COE passa a ser divulgado apenas em formato HTML a partir desta edição.